Cine No Pretensions


A CAVERNA

 

 

Resumidamente, o filme é sobre uma experiente equipe de exploradores que entram em uma caverna através do oceano, mas devido a um acidente acabam ficando presos lá dentro. O grupo passa a procurar uma saída, quando descobre a existência de seres desconhecidos em um novo ecossistema, onde talvez eles sejam alimento para aqueles que ocupam o topo da cadeia alimentar.

 

Seguindo as regras do gênero suspense com terror, o filme oferece grandes sustos e momentos de ação de tirar o fôlego. O roteiro é interessante, a idéia de novos seres sendo descobertos e tudo mais foi inteligente, mas o filme não conseguiu escapar de alguns clichês clássicos do gênero. Até aí tudo bem.

 

As interpretações não são nada espetaculares e a direção do filme me incomodou bastante. Com uma idéia original em mãos, o diretor tinha tudo para dar um belo corpo ao filme, porém percebe-se que este não foi tão bem explorado. Outra coisa que incomodou foram algumas cenas de luta, onde parece que o câmera perdeu de foco a cena (não sei dizer se isso foi uma idéia do diretor para dar um tom de realismo para essas cenas ou se foi falha mesmo).

 

Por fim, sou da opinião de que o filme deveria se chamar “parasitas”, pois ficaria mais lógico para haver uma continuação. Digo isso, porque ficou óbvio que forçaram a barra para poder haver uma continuação deste filme. Como disse um amigão que assistiu este filme comigo: “Meu, que final lixo!”, acho que isso já diz tudo.

 

 

Nota: 6,0


Escrito por Bruno às 20h10
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ARMAÇÕES DO AMOR

Armações do amor é um filme bem levezinho, daquelas comédias românticas (mais comédia que romance) bobinhas mesmo. De uma certa forma consegue agradar, pois consegue tirar risos em alguns momentos e consegue fazer o tempo passar rapidamente de modo satisfatório.

 

O filme retrata a história de Tripp (Matthew McConaughey), que é um homem de 35 anos que ainda não deixou a casa dos pais. Desesperados, seus pais decidem contratar Paula (Sarah Jessica Parker), uma mulher especialista em fazer os homens se apaixonarem por ela, fazendo eles desistirem de morar com os pais para viver com independência.

 

O clichê clássico dos protagonistas se apaixonarem no decorrer da história e enfrentar diversos problemas para poderem ficar juntos no final está totalmente presente aqui. Temos alguns momentos engraçados no filme, principalmente nas piadas generalizadas feitas às pessoas que, depois de uma certa idade, ainda moram com os pais. O filme consegue apresentar um certo “humor nada a ver” com o casal Kit (Zooey Deschanel) e Ace (Justin Bartha), que consegue ser engraçadinho também.

 

Como sempre, reparo bastante na história do filme e, quando percebo falhas em geral, ou situações forçadas, ou mal elaboradas que existem no filme só para satisfazer sua proposta, procuro apontá-las. Não me agradou em nada o final. Num filme como esses, desde o início é de se esperar que o casal fique junto. Mas a forma como fizeram para que eles ficassem juntos neste filme, foi no mínimo sem criatividade alguma, sendo todas as cenas seguintes fraquíssimas. Se você não viu o filme, não leia as linhas finais deste parágrafo: para conseguir unir o casal, foi necessário que houvesse uma reunião entre os todos os amigos do casal e os pais de Tripp, para chegarem à brilhante idéia de prender o casal em um quarto para eles se reconciliarem. Se não bastasse isso, temos várias câmeras no quarto para todos poderem assistir em tempo real a reconciliação. Pra piorar, os amigos, ao assistir a reconciliação, passam o vídeo em tempo real pra um telão de um bar, pra todo mundo que estiver lá assistir também. Pra piorar ainda mais, todo mundo que estava no bar assistiu, interessadíssimo, essa reconciliação, e uma garçonete se empolga ao ver que o casal se reconciliou e, do nada, dá um beijo em um dos amigos de Tripp. Assim, temos um final onde ninguém fica sozinho, todo mundo forma casal no final. Oh, palmas!

 

Por fim, é de se lamentar que o roteiro não tenha aproveitado o talento da atriz Kathy Bates (a qual faz o papel da mãe de Tripp) que, mesmo sendo talentosa, com um personagem raso em mãos, não pôde fazer nada.

 

Como um todo, o filme é bonzinho. Tem um começo bom, desenvolve a história razoavelmente, mas tem um final aquém do restante. Trata-se de uma história pouco desenvolvida que visa agradar com humor a quem assiste. Se encarado como um passatempo, dá pra assistir tranquilo.

 

 

Nota: 5,5


Escrito por Bruno às 16h02
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ABISMO DO MEDO

O filme é sobre um grupo de seis amigas que resolvem explorar uma caverna, após Sarah, uma delas, ter sofrido um grande trauma em sua vida. Juno, que seria uma espécie de líder delas nessa exploração, as leva, sem avisa-las, para uma outra caverna, diferente da combinada, a qual nunca havia sido explorada. Um acidente faz com que uma rocha se desprenda e as amigas fiquem presas na caverna. Com a saída bloqueada, elas passam a tentar achar dentro da caverna alguma outra saída. Porém, elas passam a ser perseguidas por estranhas criaturas, que aparentam viver na escuridão da caverna.

 

É um filme de suspense e terror que consegue dar sustos no telespectador do início ao fim (para se ter uma idéia, logo no começo do filme eu quase pulei da cadeira, tamanho o susto). Dirigido e escrito por Neil Marshall, o diretor acertou no visual dark que deu ao filme. Mesmo antes de irem para a caverna, enquanto ainda estão à luz do dia, passando por uma floresta, o filme já conserva um clima totalmente sombrio, agradando muito nesse sentido.

 

Logo no início, o filme retrata a convivência do grupo de amigas, dando uma noção básica de como é cada personagem e como é a relação entre elas, para depois poder explorar isso na caverna. É interessante o que o Neil Marshall estabelece, pois ele nos mostra no início do filme, mulheres inteligentes, descoladas, simpáticas e calmas, e que depois acabam se transformando em seres bárbaros, devido ao momento que estão vivendo. O diretor também nos dá pistas de quem pode ser mocinha e de quem pode não ser tão amiga quanto aparenta. Porém, faço uma ressalva aqui, pois acho que o filme exagera na moralidade empregada no final, chegando a me desagradar neste ponto. Quanto à proposta do gênero do filme, que é terror e suspense, ele dá grandes sustos e também causa bastante horror em determinadas cenas.

 

Mas eu sou do tipo que acho que tudo tem que ter uma certa coerência. Não costumo aceitar “uma idéia incompatível com a história do filme” para “ficar de acordo com a proposta do gênero”. O que eu quero dizer, é que nesse filme, os seres que atacam as mulheres são extremamente eficientes no ataque, quando é conveniente para o filme que eles assim o sejam, e são os seres mais fracos e patéticos quando também é conveniente. Exemplifico (se você não viu o filme, não leia esta exemplificação): logo no primeiro ataque deles, quando eles atacam a Holly, eles dão um ataque certeiro. Um deles pula sobre ela e, extremamente rápido e eficiente, lhe dá uma mordida provocando morte instantânea, sem chances alguma de reação (mesmo se fosse a Juno ou a Sarah, não conseguiriam se defender daquele ataque tão eficiente ). Os ataques contra a Rebecca e contra a Sam também são de uma eficiência impressionante, não dando chances alguma de defesa. Agora em outras cenas, quando era pra manter um clima mais de ação em meio a todo aquele terror, os monstros eram ridículos e todas elas matavam eles com muita facilidade (por exemplo, quando Sarah está numa espécie de mini lago de sangue, e sai de lá dando as costas para um dos monstros, que a ataca umas 3 vezes, todas pulando nas costas de Sarah, e ao invés de mordê-la, ele se limita a dar um grunhido tosco).

 

De qualquer forma, devido à carência pela qual o gênero vem passando, esse filme merece destaque. Com uma coleção de sustos e um enredo razoável, mesmo quem não é muito fã de filmes de suspense com terror pode ter uma agradável surpresa. Já no caso daqueles que adoram o gênero, não podem deixar de assistir esse filme. Em ambos os casos, apenas tenham certeza de que caso alguém assista com vocês, esse alguém não tenha problemas cardíacos, pois o filme dá uns sustos de disparar o coração.

 

 

Nota: 7,0


Escrito por Bruno às 12h20
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XEQUE-MATE

Antes de tudo, eu gostaria de pedir desculpas por estar sempre mudando alguma coisa no blog. É que como eu to começando agora, e não sei mexer muito bem em html, cada dia descubro uma coisa nova e tento melhorar o blog, editando ele constantemente, mas prometo que isso vai acabar brevemente, pois já estou quase satisfeito com a aparência dele. Enquanto isso, vamos ao que interessa.

 

Só pelo elenco, eu já estava muito curioso pra assistir o filme. E pelo trailer que eu já havia assistido, achava que ia ser mais ou menos na mesma linha de “Jogos, trapaças e dois canos fumegantes”. Apesar de lembrar um pouco, na verdade não é tão nessa linha, mas ainda assim eu gostei demais do filme.

 

Com o elenco que o filme conta (Bruce Willis, Josh Hartnett, Lucy Liu, Morgan Freeman, Bem Kingsley), é inquestionável que poderíamos ter atuações maravilhosas. Mas a proposta do filme é unicamente diversão, e por isso creio que não houve “espaço” para interpretações espetaculares. As atuações de destaque, exclusivamente por serem divertidas, são de Lucy Liu e Josh Hartnett A proposta do filme é unicamente divertir, fazer do seu tempo ao assistir o filme, algo agradável.

 

Assim, parte-se do princípio de que o mais importante é que o filme, como um todo, agrade o telespectador. E Xeque-mate consegue isso. No comando da direção, Paul McGuigan acertou em cheio, principalmente nas cenas violentas e no clima um pouco noir que ele deu à película. O roteiro de Jason Smilovic é bem estruturado, demora um pouco para progredir na história, mas depois deslancha. A trama não é extremamente surpreendente, mas a maneira como ela é apresentada é que faz o filme ser tão bom.

 

Não quero comentar muito sobre a história, porque esta reserva algumas surpresas e reviravoltas e se eu comentá-las, irei prejudicar a diversão de quem ainda não assistiu. Mas aqui fica a dica, se você ainda não viu o filme, assista logo, é uma ótima diversão.

 

 

Nota: 8,0


Escrito por Bruno às 19h07
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MANDERLAY

Lars Von Trier, diretor e roteirista deste filme, é um homem diferenciado, inovador, polêmico e as vezes até contraditório. Cineasta dinamarquês, passou a ter notoriedade por ser um dos fundadores do Dogma 95, manifesto que pregava regras como não usar trilha sonora, usar somente a iluminação do ambiente, não usar câmeras fixas, dentre outras. Sob essa forma, fez o filme “Os idiotas”. Dois anos depois, fez o filme “Dançando no escuro”, o qual foi praticamente o oposto de todas as regras do Dogma 95. Depois escreveu e dirigiu Dogville, considerado por muitos como uma obra-prima, idéia que eu compartilho.

 

Manderlay é o segundo filme da trilogia U.S.A, escrita e dirigida por Lars Von Trier (o primeiro é Dogville e o terceiro, já anunciado, será Wasington). Depois de deixar pra trás Dogville, Grace (agora interpretada por Bryce Dallas Howard), acompanhada por seu pai mafioso (Willem Dafoe) e seus gângsteres, viaja pelo sul dos Estados Unidos, encontrando uma fazenda, conhecida como Manderlay, na qual a escravidão ainda existe, mesmo tendo sido abolida há 70 anos (o filme se passa na década de 30). Revoltada com essa situação, Grace pede pra ficar com alguns gângsteres de seu pai para poder assumir a administração do lugar e acabar com a opressão dos brancos sobre os negros, pedido aceito por seu pai a contragosto. Ela passa a trabalhar e ensinar para os negros as virtudes da democracia, de como é fundamental ter sua liberdade e de como exercê-la. Porém, ela vai descobrir que a relação de escravidão que existia em Manderlay é bem mais complexa do que aparenta.

 

Pra mim, é inevitável fazer comparações entre Dogville e Manderlay. No primeiro, a idéia do diretor era retratar como a sociedade norte americana era. Contudo, o longa foi muito mais além. Antes de tudo, o filme funcionou como uma parábola sobre a própria natureza humana, e não especificamente sobre a natureza do norte americano, podendo se aplicar em qualquer país do mundo, e em qualquer época da história. Já em Manderlay, Von Trier não conseguiu manter essa universalidade. O filme é menos profundo, e retrata basicamente os Estados Unidos. Não que não dê pra aplicar e se observar a idéia defendida no filme em outros países, mas sim porque dessa vez o discurso é inegavelmente voltado para a “América, terra dos sonhos”, uma crítica notoriamente mais direta.

 

Outro ponto a se mencionar é que em Dogville você acaba sofrendo com Grace, você sente a agonia que a personagem estava sentindo, por isso que você torce para acontecer o que acontece no final do filme (e se sente aliviado e satisfeito). Já em Manderlay, não ficamos tão intimamente conectados com Grace, como acontece no primeiro. Mesmo se esperando uma abordagem naturalmente diferente, por ser interpretada agora por outra atriz, a personagem de Grace não possuiu a mesma profundidade dada em Dogville. Outro ponto é sobre a idéia do diretor de não usar cenário, como fora feito no primeiro filme. A geografia sugerida através de desenhos riscados no chão não provoca tanto a nossa imaginação como em Dogville.

 

Não que isso tudo seja defeito, mas sim que não conseguiu manter a genialidade do primeiro filme. Mas também há muitos elogios que devem ser feitos a Manderlay. A narração (com a voz marcante de John Hurt) em intermitência com o desenrolar da história continua ótima. As interpretações de Danny Glover (como o escravo Wilhelm), de Willem Dafoe como pai de Gracie, bem como de Bryce Dallas Howard (que continua surgindo com ótimas interpretações) no papel de Gracie, são todas muito boas. Apesar de não ser tão profunda como a de Dogville, a história do filme também é excelente, colhendo e plantando dramas e surpresas.

 

Manderlay é, sem sombra de dúvidas, um ótimo filme, porém se enfraquece quando comparado com seu antecessor. Mas esse é um dos motivos que fazem o diretor Lars Von Trier ser tão intrigante. Intencionalmente ou não, ele não repete uma mesma fórmula (em seu sentido mais amplo), por mais bem sucedida que esta possa ter sido. Agora é esperar pelo desfecho da trilogia.

 

Nota: 7,5


Escrito por Bruno às 11h08
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O PLANO PERFEITO

Dirigido por Spike Lee, o filme é sobre um assalto, no qual 4 pessoas disfarçadas de pintores entram num banco, rendem todos e os fazem de reféns. O bando é liderado por Dalton Russel (interpretado por Clive Owen), um homem inteligente e engenhoso. Logo a polícia aparece no local do crime, comandada por Keith Frazier (Denzel Washington). Enquanto isso, o dono da agência de bancos que está sendo roubada, tem um segredo que não pode ser revelado, e contrata Madeline White (Jodie Foster) para garantir que nada será descoberto ou revelado. A partir daí, começa um jogo de inteligência e nervos, reservando um final surpreendente.

 

O filme conseguiu me prender do início ao fim. É um filme de suspense diferente da grande maioria dos filmes do gênero. Com um roteiro inteligente em mãos, Spike Lee, com um toque da sua genialidade, deu uma forma (um shape) especial ao filme. Dentro de um filme como esse, com uma trama empolgante, e com o objetivo e obrigação de manter o telespectador focado no suspense, o diretor ainda consegue dar uma perspectiva panorâmica do comportamento humano. Como de costume, até mesmo por seus ideais, ele aborda, ainda que "só um pouquinho", o racismo no filme. Só que aqui, ele não fica batendo nesta tecla. Seu foco principal é que todos têm defeitos e virtudes, que todos querem se dar bem (ficar rico, ser promovido, evitar escândalos). 

 

Portanto referido diretor só merece aplausos, tendo em vista que conseguiu aliar a inteligência do roteiro com o suspense e a tensão que o filme precisava. Contando com Clive Owen, Denzel Washington, Jodie Foster, Willem Dafoe, dentre outros, no elenco, acho que nem preciso comentar sobre as interpretações... vamos concordar que é de se esperar qualidade, o que ocorre no filme (mas dessa vez, nada digno de um Oscar). Pra quem gosta de um bom suspense, ou pra quem gosta de um filme inteligente, ou pra quem gosta de ver como um filme pode ser desenvolvido formidavelmente nas mãos de um bom diretor, esse filme é recomendadíssimo.

 

 

Nota: 8,5


Escrito por Bruno às 23h09
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V DE VINGANÇA

Sabe quando você acaba de ver um filme e se sente estranho, confuso com a sua sensação e o seu sentimento pelo filme? Pois é. Depois de assistir V de Vingança, tive exatamente essa sensação. Somente depois de refletir um bocado, pude chegar a um veredicto. Ao mesmo tempo que me senti incômodo por algumas situações e até idéias transmitidas pela película, fui também entrando no mundo do filme e acho que acabei aproveitando bastante a sua proposta.

 

Adaptado e produzido pelos irmãos Wachowski (criadores de Matrix), o filme é baseado na graphic novel homônima escrita por Alan Moore e desenhada por David Lloyd. Inicialmente publicada em preto-e-branco pelo selo Warrior em 1981, foi interrompida na metade com o fechamento da editora. Foi retomada em 1989 pela DC Comics. Considerada como uma crítica política ao governo ultraconservador de Margareth Thatcher, a série V de Vingança começou a ser publicada no primeiro mandato de Margaret Thatcher e foi encerrada no terceiro e último termo da primeira-ministra.

 

A história do filme: em um futuro não muito distante (o filme se passa mais ou menos em 2020), a Inglaterra está sob o controle de um governo autoritário e tirânico, o qual vigia e monitora seus cidadãos, violando suas privacidades e intimidades, com o pretexto de preservar a segurança de todos. Neste contexto, vive Evey Hammond (Natalie Portman). Quando Every sai na rua durante um “toque de recolher”, ela é atacada por oficiais de segurança do governo, sendo salva por um homem mascarado, conhecido apenas pelo codinome V (Hugo Weaving), o qual é extremamente carismático e habilidoso quando o assunto é luta ou tática para agir. Vestido com uma capa e uma máscara, ele se mostra capaz de enfrentar o sistema com táticas de guerrilha terrorista e representa a única esperança de liberdade contra o autoritarismo que impera. Ele tentará liderar uma revolução na intenção de restaurar a liberdade e a justiça em seu sentido mais amplo.

 

Bom, em toda obra adaptada para o cinema, sempre haverá divergências, isso é fato. Como eu não li a obra, pude apreciar livremente o filme, sem qualquer idéia prévia ou comparação. O filme me agradou, mas ao mesmo tempo me senti um pouco estranho. O conteúdo do filme é muito bom, a progressão dele é adequada e em muitos detalhes ele me transmitiu uma sensação agradável. Mas há também uma certa “forçada de barra” em alguns momentos, como quando a Every foi presa e torturada, pensando que os responsáveis eram funcionários do governo, quando na verdade o responsável por tudo isso era o mascarado V. Nessa parte, os argumentos de V não me pareceram suficientes, não colaram comigo. Porém, quando Every está presa, vale aqui salvar a história que se refere à carta de Valerie. 

 

Sobre as atuações, Hugo Weaving está praticamente perfeito, conseguindo fazer de V uma figura carismática e cativante, e Natalie Portman também está ótima. O elenco ainda conta com John Hurt, que faz um personagem obviamente inspirado em Hitler, e Stephen Rea, que faz um policial investigador do governo.

 

Em sua idéia geral, talvez o filme possa parecer um pouco pretensioso, mas nada que comprometa sua qualidade. Aliais, seus ideais são nobres. Apesar de alguns contras, o filme oferece bem mais prós. Se encarado como um filme de ação, ele é acima da média.

 

 

Nota: 7,5


Escrito por Bruno às 10h29
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16 QUADRAS

Eu estava muito interessado em assistir esse filme. Amigos confiáveis me falaram que esse filme era tão bom quanto Refém (o qual eu gostei bastante). Não sei se foi essa minha expectativa pelo filme ou se foi propriamente o filme, mas fato é que eu esperava algo melhor.

 

Bruce Willis interpreta Jack Mosley, um policial daqueles que já está cansado do trabalho que faz, e até mesmo da vida, e que precisa escoltar um prisioneiro chamado Eddie Bunker (Mos Def) em sua ida ao tribunal. Só que Jack Mosley não sabe que este prisioneiro está indo depor contra policiais corruptos, e que estes pretendem eliminar o prisioneiro a todo custo. Dirigido por Richard Donner (diretor de Máquina Mortífera e Teoria da Conspiração), o elenco ainda conta com David Morse, sempre competente.

 

O filme até começa bem, mas logo que o roteiro vai se desenvolvendo começam a aparecer vários clichês do gênero. Os conflitos psicológicos e morais aliados a algumas surpresas e momentos de ação de tirar o fôlego tornam o filme em diversos momentos agradáveis. Contudo, quando o filme começa a desenvolver pra reta final, passa a ser extremamente previsível, recheado de clichês, parecendo que o roteirista ficou sem idéias, tamanha a falta de originalidade.

 

Por fim, Bruce Willis me pareceu um tanto quanto canastrão e Mos Def, apesar de estar interessante, não conseguiu cativar. O filme não é profundo, por isso se você procura algo mais, vai se decepcionar. Mas se quiser apenas um passatempo ou mera diversão, sem muitas expectativas, pode até se divertir com o filme.

 

 

Nota: 6,0


Escrito por Bruno às 14h03
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Este blog tem a única intenção de tentar expor minhas idéias, todas sempre de caráter personalíssmo. Não tenho nenhuma pretensão neste blog, a não ser me expressar. Apenas quero poder dar a minha visão sobre os filmes que assisto. A todos que queiram ler a externação das minhas idéias, sejam bem vindos!!!


Escrito por Bruno às 13h11
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