Cine No Pretensions


MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO

 

 

 

Ainda bem que existem filmes diferentes como “Mais estranho que a ficção”. Digo isso, porque as vezes assistimos vários filmes em um curto espaço de tempo, então quando surge algo diferente, que sai um pouco da mesmice (nada contra o ordinário, é que de vez em quando pode dar overdose), encanta nossos olhos.

 

Escrito por Zach Helm, estreante nos cinemas, o filme nos traz a história de Harold Crick (Will Ferrell), um auditor da Receita Federal, que é tão fissurado por números quanto talentoso com estes. Após uma vida solitária, com uma rotina certa pra tudo, com hora precisamente marcada em seu relógio pra cada atitude, Crick começa, aparentemente em um dia como outro qualquer, a ouvir a voz de uma mulher narrando todos os seus atos, como se ele fosse personagem de uma obra literária. E pra piorar, a narradora acaba deixando escapar que a morte de Crick é iminente. Agora ele começa uma espécie de corrida pra tentar entender esse mistério, e, se possível, evitar a sua morte.

 

Talvez o melhor do filme seja a direção de Marc Foster. Imprimindo um tom melancólico à película e utilizando uma agradável e adequada trilha sonora, o diretor consegue facilmente nos transportar para aquele universo quase mágico. E não se pode deixar de mencionar sua capacidade em externar graficamente aquilo que se passa na cabeça de Harold (são mostrados os números de tudo aquilo que Crick conta ao longo do dia), o que só enriquece a idéia do roteiro. Aliás, o roteiro do filme também é muito bom, por vezes bebe na fonte de “Adaptação”, de Charlie Kaufman, mas ainda assim tem a sua originalidade. E o que me agradou bastante no roteiro, foi a decisão de não querer justificar o que acontece. Qualquer explicação que fosse dada para explicar como é possível que Harold Crick seja personagem de uma história e, ainda por cima, escutando a narradora de sua vida, seria, no mínimo, sem sentido. Então, a opção em não explicar o inexplicável é a mais correta mesmo. Se o espectador aceitar a proposta, a viagem oferecida pelo filme, com certeza se deleitará com o mundo de Harold.

 

O elenco do filme é repleto de grandes nomes. Will Ferrell no papel principal mostra sua capacidade e talento para interpretar personagens “sérios” também. Com um personagem introspectivo, que apresenta mais nuances trágicas que cômicas, Ferrell consegue cativar o espectador facilmente, talvez por todo o seu carisma, ou talvez por sua total entrega ao texto. Também temos uma adorável Maggie Gyllenhaal, que transmite muita sinceridade e espontaneidade a sua personagem, sendo fácil gostar dela logo quando batemos o olho. Ainda temos um Dustin Hoffman um pouco comedido, meio sarcástico e meio sério, mas que faz bem a sua parte, uma Emma Thompson muito dedicada, mas com uma personagem um tanto quanto caricata, apesar de vital para a história, e, por fim, uma Queen Latifah subutilizada.

 

“Mais estranho que a ficção” é um filme diferente, com uma história que precisa ser aceita pelo espectador para uma melhor apreciação. A partir da aceitação, o filme se revela maravilhoso. Talvez não seja pra todos os gostos. Mas pra mim, até agora, é um dos filmes deste ano que mais tenho carinho. E ainda serviu pra subir mais ainda no meu conceito o Marc Foster como diretor e o Will Ferrel como ator.

 

 

Nota: 8,0


Escrito por Bruno às 00h18
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PRIMITIVO

 

 

 

Como eu estou de férias da faculdade (agora só saio de casa pra trabalhar ou pra me divertir), volto a ter tempo pra assistir muitos filmes, e me aventuro ao assistir todos os que estão ao meu alcance. Numa dessas, volta e meia me deparo com uma bomba como esse “Primitivo”. Não sei ao certo explicar porque resolvi assisti-lo, tendo em vista que já tinha assistido o trailer, e este era uma porcaria. Talvez tenha sido alguma curiosidade mórbida. Mas enfim, fato é que este filme já é páreo duro na competição com “Turistas” ao prêmio de pior do ano.

 

Vamos por parte. O filme retrata a história de uma equipe de jornalistas que vai a uma cidade do continente africano pra tentar capturar e fazer uma reportagem sobre um crocodilo de oito metros que vem matando várias pessoas da população local. Então, o filme se passa na África. E a África que vemos é uma das áfricas mais estereotipadas possível. E o roteirista chegou ao cúmulo de escrever a seguinte fala pra um personagem africano do filme: “Aqui é África, brother. Nada acontece imediatamente”.

 

Aliás, o roteiro é realmente um grande culpado pelo fracasso do filme. Clichês e estereótipos, aqui, temos de montão. É incrível como muitos roteiristas não resistem ao clássico personagem negro, que é engraçadinho, e só está lá no filme pra fazer piadinhas e ser engraçado. Ele é o personagem mais clichê da película. Agora, apesar de irritar o uso desse personagem estereotipado, devo assumir que a única coisa que me faz não dar um zero pra esse filme é esse personagem, que pelo menos consegue ser divertido. Graças a ele dei algumas risadas.

 

E eu sou da teoria que se um filme é de suspense e terror, o filme então deve causar tensão, ou deve dar sustos, ou deve deixar o espectador horrorizado, enfim, algum desses efeitos típicos. Mas “Primitivo” não consegue nem isso. As mortes são fracas, sem graça, algumas sem propósito, e em nenhum momento o filme causa tensão. Não dá nem pra acreditar que se trata de um filme do gênero terror.

 

Pra piorar, o crocodilo do filme é algo absurdamente mal feito. Um crocodilo claramente computadorizado, quase do tamanho do Godzilla, e que é tão rápido em terra quanto em água (eles costumam ser lentos em terra). Aliás, o bicho é quase tão rápido quanto um Velociraptor. E o pior de tudo, o bicho ainda é inteligente. Nunca tinha visto um crocodilo que soubesse tática de guerrilha. Chega ao ponto de num dos ataques dele, um pessoal tá numa cabana daquelas com bases de madeira dentro da água, e pra atacá-los, o crocodilo ataca a base da cabana pra derrubá-la, e, consequentemente, ter todas as vítimas expostas ao seu ataque na água. Ô criatura inteligente!

 

Os efeitos especiais do filme, como se pode imaginar, são, no mínimo, risíveis. O elenco também não colabora. Temos um divertido Orlando Jones como o personagem estereotipado já mencionado anteriormente, que até cumpre o seu papel, e só. O resto do elenco tem atuações simplistas, e Dominic Purcell (o Lincoln Burrows de ”Prison Break”) mostra que é um ator limitado. Ele é bom pra referida série, mas por enquanto não mostra muito talento pros cinemas.

 

Ah, e antes que eu me esqueça, se não bastasse tudo que assistimos ao longo da película, nas cenas finais ainda temos a cereja do bolo. Em uma cena onde o crocodilo está prestes a dar um ataque mortal, ele pára e dá uma cheiradinha onde suas narinas mechem. Nossa, se alguém se arriscar a ver este filme, vai até rir nessa cena. O narizinho do crocodilo meche igual ao de um cachorrinho quando sente cheiro de comida.

 

Enfim, este é um filme que é, no máximo, só um pouco inspirado em fatos reais, onde um crocodilo mata uma pancada de gente. Um filme onde o roteiro não existe, e a direção é no mínimo omissa. Só posso dizer que não recomendo este filme pra ninguém. Filme de crocodilo matando pessoas, melhor assistir Alligator.

 

 

Nota: 1,0

Escrito por Bruno às 18h02
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ZODÍACO

 

 

 

Ano passado escrevi sobre o filme “O Zodíaco”, e mencionei que este ano sairia o novo filme do David Fincher, que seria sobre o mesmo assassino retratado naquele filme. Falei besteira. Falei mesmo, porque este filme não é sobre o assassino, mas sim sobre as pessoas que se envolveram com essa onda de assassinatos do serial killer, é sobre o tumulto que esse assassino causou na vida daqueles que o acompanharam e o investigaram, e o terror que ele causou na população quando estava no auge da sua “carreira”.

 

Logo no início do filme, Fincher mostra a que veio. A cena inicial é a de um assassinato frio, mostrado de modo realista e, portanto, brutal. Depois começa o jogo de relatos e assassinatos, onde o assassino, autodenominando-se de Zodíaco passa a mandar cartas pra imprensa contando detalhadamente como matou suas vítimas, e pedindo para que publicassem suas mensagens codificadas nos jornais.

 

A primeira parte do filme é sábia em não se basear só nisso, em não só mostrar a necessidade do assassino de tornar-se famoso, de estar nas notícias do dia. A primeira parte também retrata o terror que reinava nas cidades onde o assassino fazia seus ataques. E, mais do que qualquer coisa, retrata a truculência das investigações da polícia, mal feitas por serem excessivamente divididas (algumas pistas importantes ficavam com uma polícia, algumas com outras), e a manipulação da mídia, a qual explorava, de maneira sensacionalista, o quanto podia o reboliço em torno do serial killer. Um dos pontos fortes dessa primeira parte é a fotografia, que está impecável, e o figurino adequado (presente no filme todo) que, juntos, criam uma atmosfera de anos 70 fantástica. O problema é no final dessa primeira parte. Durante uns trinta minutos dessa parte, o filme traz um ar cansativo, dando a impressão de estar sendo exageradamente prolongado.

 

Na segunda parte (quando Jake Gyllenhaal ganha mais destaque e começa a investigar o zodíaco), o filme assume um tom mais acelerado, mais dinâmico. Pode parecer até clichê em alguns momentos, mas cativa e empolga mais. E é nessa parte que temos uma cena memorável, que é a da visita de Robert Graysmith à casa de Bob Vaugh. Aqui, Fincher ensina como fazer uma cena tensa, assustadora, sem apelar pro bom e velho “susto por susto”. Só pra constar, a trilha sonora do filme todo é muito boa e adequada, lembrando por vezes as músicas usadas nos antigos e clássicos filmes de suspense.

 

Por fim, “Zodíaco” conta com um elenco soberbo. Com um Robert Downey Jr. muito inspirado, um competente Mark Ruffalo, e um progressivamente dedicado Jake Gyllenhaal (cada vez provando mais o seu talento), o elenco brilha fácil. Ainda temos como apoio os sempre bons Anthony Edwards e Brian Cox, e as atuações corretas de Chloë Sevigny e Philip Baker Hall (segundo filme que ele faz sobre o zodíaco).

 

Muito vem se falando que “Zodíaco” é o melhor da carreira de David Fincher. Tudo bem, respeito a opinião alheia, mas não concordo. Não o acho melhor que “Se7ven” nem que “Clube da Luta”. É sim um filme mais maduro, é sim um filme com atributos técnicos melhores, mas ainda assim, como um todo não o considero o melhor. Porém, que fique claro que não quero comprar nenhuma briga, mas tão somente deixar expressa a minha opinião.

 

Então, “Zodíaco” é um grande filme, feito por um grande cineasta, o qual mostra cada dia mais versatilidade. Um filme um pouco longo, que em determinado momento até cansa, mas que certamente, na cabeça do Fincher, possui o tempo necessário para ser uma grande obra. E é uma grande obra mesmo, mas não a ponto de ser considerada obra-prima como se pincelou por aí.

 

 

Nota: 7,5


Escrito por Bruno às 10h24
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PIRATAS DO CARIBE - NO FIM DO MUNDO

 

 

 

Piratas do Caribe - No fim do Mundo é um filme errado, que dá certo. Muito feliz foi o amigo deste blog, Wallace, em seu crônicascinéfilas, quando disse que “as duas continuações perderam o que o filme original tinha de sobra: despretensão”. Apesar de o objetivo principal (a diversão do espectador) ainda ter sido mantido nas duas continuações, a ambição destas passou a ser muito maior, e o resultado obtido por elas acaba sendo aquém do alcançado pelo primeiro. Porém, ainda assim, mesmo o filme tentando ser sério quando não deveria, o resultado final ainda é satisfatório, e ainda diverte bastante.

 

No primeiro filme, claro era o objetivo de se fazer um filme de aventura pirata que divertisse a platéia, e o resultado foi maravilhosamente alcançado. No segundo, tivemos a continuação da história, contada agora de maneira mais truncada, com algumas complexidades que o gênero não comporta, mas que no final também conseguiu divertir o espectador. Já no desfecho da trilogia, se complicou mais ainda a história, trazendo sub-tramas totalmente descartáveis (como a da deusa Calypso, unanimidade de críticas), deixando o roteiro em certos momentos truncado, mas ainda assim foi suficiente para divertir a platéia.

 

É difícil explicar onde essa fórmula dá certo. Os ingredientes não combinam, algumas coisas não devem ser misturadas a outras, e mesmo assim, com essa mistura toda, o produto final sai agradável. Digo isso porque se temos uma história de aventura, que por natureza é despretensiosa, não tem porque querer deixar a história séria ou querer aprofundar o que não merece e não deve ser aprofundado. E de uma certa maneira, “Piratas do Caribe - No fim do Mundo” tenta ser sério, tenta se aprofundar, e este com certeza é seu maior erro. Se fossem eliminadas algumas sub-tramas, que só serviram pra deixar complexo o que não é complexo, e se a trama principal fosse melhor explorada, com certeza o filme seria melhor do que é.

 

Agora, apesar dos problemas do roteiro, e do desnecessário longo tempo de duração, o filme tem tantas outras qualidades que, juntas, compensam todos os outros defeitos. Os efeitos especiais, a direção de arte, a fotografia, tudo é muitíssimo bem feito e proporciona cenas de encher os olhos. Já o roteiro é oscilante. Ora tenta aprofundar sub-tramas descartáveis, e peca por isso. Mas ora se prende a preparar o terreiro pra proporcionar ótimas cenas de ação. O humor mais uma vez se faz presente, e dessa vez explora mais ainda, e com eficiência, o lado cômico da “política entre amigo e inimigo” e de todas as trapaças que advém daí.

 

Sobre as atuações, o casal central da história teve mais espaço, mas, honestamente, não gosto do Orlando Bloom, e acho que se não bastasse sua fraca atuação, seu personagem ainda é o mais chatinho. A bela Keira Knightley, como par romântico do personagem de Orlando Bloom, está bem melhor que seu parceiro, e tem até uma boa cena em que se destaca em meio a um discurso pros piratas. Não chega a ser um primor de atuação, mas merece elogios. Geoffrey Rush, Bill Nighy e Chow Yun-Fat (este mais discreto) têm atuações eficientes, e são o lado forte dos coadjuvantes. Ainda temos, pra quem é fã da série “Prison Break”, o ator Reggie Lee, o agente do serviço secreto Bill Kim na referida série, num papel coadjuvante interessante, pois mostra que o ator é capaz de fazer outros papéis, que não o do irritante agente que só sabe fazer cara de babaca que acha que é gente. Outra atuação coadjuvante interessante é a do rolling stone Keith Richards, que ganhou o papel do pai de Jack Sparrow, que, mesmo tendo uma atuação curta, rouba a cena quando aparece.

 

Por fim, reservo um parágrafo inteiro pra falar de Johnny Depp, no papel do pirata Jack Sparrow. Sem sombra de dúvidas, Jack Sparrow é o personagem mais carismático da carreira do ator (o que não é pouco), e tem tudo pra ser um daqueles personagens marcantes que ficam eternizados na história. Seu personagem, por natureza, já é marcante, mas na pele de Depp ficou simplesmente genial. Nesta continuação, ele continua impecável, dando um ar de improviso e deboche a seu pirata que somente Depp poderia dar. De longe, mas de muito longe mesmo, ele é o melhor do filme.

 

Definitivamente “Piratas do Caribe - No fim do mundo” é um filme que tem defeitos, e merece ser criticado por isso. Mas no final das contas, ele diverte, e diverte bem. E isso é suficiente pra deixar o espectador satisfeito. Apesar de fechar bem a trilogia, ficou aquele gancho para um possível quarto filme. Espero que não. Gostei de como acabou, e gostaria que ficasse assim. Me diverti bastante com esta trilogia, e a guardarei com boas lembranças. Os produtores do filme também, já que lucraram bastante. Ponto pra eles.

 

 

Nota: 7,0


Escrito por Bruno às 20h17
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EXTERMÍNIO 2

 

 

 

Desde que comecei a escrever neste blog, o mês de maio do presente ano foi o que menos assisti filmes. Minha vida já anda super corrida, e eis que me chega época de provas, e eu precisando recuperar algumas notas, aí quase não sobrou tempo pra ver filmes. Um total de escassos dez. Mas isso já é passado, ontem (terça-feira) foi minha última prova, e agora entrarei de férias na faculdade e vai sobrar bastante tempo pra eu assistir meus filminhos. Bom, de qualquer forma, pra quem quiser conferir minhas estimativas de cada filme que assisti em maio, é só clicar aqui. Enquanto isso, falemos de “Extermínio 2”.

 

Acho que já falei aqui antes, mas não custa reforçar, que sou um grande fã de filmes de terror e de suspense. Quando assisti “Extermínio”, em 2002 ou 2003, lembro que fiquei extasiado com o início do filme, tenso com o desenvolvimento, e decepcionado com o final. Mas ainda assim o admirei como filme de gênero. E “Extermínio 2” parece seguir a mesma fórmula (e, fatalmente, o mesmo destino) de seu anterior. Ambos começam com uma cena espetacular logo de início. Em “Extermínio” um rapaz acorda de um coma, em um hospital de Londres, estranhamente deserto e todo bagunçado, sai do hospital e encontra uma cidade toda deserta e devastada. De arrepiar. Agora em “Extermínio 2”, a cena inicial não é só melhor que a cena inicial do seu filme antecessor, mas é uma cena primorosa, um verdadeiro achado. Se o filme mantivesse o nível da cena inicial o tempo todo, seria uma obra-prima digna de nota dez. Não me recordo de nenhuma cena, em filmes de terror, tão poderosamente espetacular como esta. Não vou falar aqui como é a cena, por motivos óbvios.

 

Então, após um começo primoroso, o filme se desenvolve prendendo o espectador no desenrolar da sua trama, enquanto, ao mesmo tempo, prepara o terreno para deixar todo mundo tenso. Explicação breve: Em “Extermínio 2”, mostra-se a tentativa de reabitar a Inglaterra, com a ajuda do exército americano, depois que supostamente o vírus que causou a transformação das pessoas em zumbis, e aniquilou praticamente toda a população, já foi controlado, não oferecendo mais ameaças. Claro que algo dá errado. É justamente no desenvolvimento, no meio do filme que a ação, aliada a um pouco de horror, é mais presente. Em especial, a cena em que vários civis estão correndo pela praça principal, aterrorizados pela presença de zumbis, e simultaneamente apavorados com o “tiro ao alvo” dos snipers do exército americano.

 

Já na reta final do filme, não sei precisar exatamente o quê, mas a impressão foi de que faltou algo. Não sei, fui incapaz de identificar precisamente onde que fiquei insatisfeito, talvez seja na falta do excesso de tensão que estes finais costumam ter, ou talvez seja devido a falta de um final mais satisfatoriamente conclusivo. Enfim, fiquei com a sensação de que faltou algo. Pode ser que seja culpa do “link” que quiseram deixar para um possível (e aguardado!) “Extermínio 3”.

 

Ainda deve-se ressaltar a acertada escolha em não aproveitar nenhum dos personagens sobreviventes do filme anterior. Com um novo elenco, com pessoas de gabarito como Robert Carlyle, o filme ganhou energia nova, além da chance de poder aprofundar novos personagens. Outro ponto positivo foi o diretor Juan Carlos Fresnadillo ter optado por manter as mesmas características dos zumbis inventados por Danny Boyle no filme original. Outro mérito ainda do diretor Fresnadillo é no casamento perfeito de várias cenas do filme com a trilha sonora. Na cena inicial, a trilha torna tudo tão mais fascinante, que chega e arrepiar. Por fim, a belíssima fotografia do filme também é merecedora de aplausos.

 

Pra quem gostou de “Extermínio”, ou pra quem é fã de filmes de terror, este filme é obrigatório. Primeiro porque ele é realmente muito bom (e não sei se algum filme de terror deste ano poderá superá-lo), segundo porque ele causa tensão e bastante horror (o horror principalmente nas cenas mais pesadas do filme), coisas que os apreciadores de terror costumam adorar, e terceiro (este aqui vale para apreciadores de qualquer gênero) porque tem uma cena tão espetacular que dá vontade de rever o filme só por causa dela. Valeu o meu ingresso.

 

 

Nota: 8,0

Escrito por Bruno às 13h31
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