Cine No Pretensions


TROPA DE ELITE

 

 

 

É com muito gosto que venho escrever sobre este filmaço. A primeira coisa importante a ser esclarecida é que “Tropa de Elite” não é um filme que vende a idéia de que o homicídio gratuito e a tortura é a solução para combater o crime, em especial os traficantes de drogas dos morros cariocas. É sim um relato de como a tropa de elite da polícia militar do Rio de Janeiro, a BOPE, enfrenta e lida com tais criminosos.

 

Retratar isso, ainda que sob a ótica do policial herói e dos novos aspirantes, é apresentar uma realidade, ficta ou não, mostrar um ponto de vista, um argumento, uma forma de enxergar uma situação. Definitivamente não é vender tal idéia, não é apresentar a solução através do que se está assistindo. Se entendido de forma correta, “Tropa de Elite” fatalmente entra na lista dos melhores do ano e dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos.

 

Um dos pontos mais positivos de “Tropa de Elite”, dentre tantos, é o roteiro muito bem estruturado. Não optar por uma narrativa linear conferiu ao filme mais carisma. A idéia de fazer o espectador ver inicialmente uma cena de ação e não entender muito bem o que está acontecendo, e assim ficar meio desnorteado, pra logo depois ser remetido ao passado e acompanhar as histórias dos personagens principais, pra só a partir daí voltarmos pra cena inicial, agora já cativados, foi uma excelente idéia. Mas não é só esse o mérito do roteiro. A maneira como este retrata os personagens principais, sobretudo o Capitão Nascimento, um herói cheio de virtudes, mas também repleto de erros graves, e como ele (o roteiro) acompanha a completa mudança de alguns personagens, em particular os “aspiras”, é extremamente real e acertada.

 

Uma questão que me parece clara é que o filme mostra que há escolhas diferentes a se tomar no combate ao crime para obter o mesmo resultado. Não há necessidade de se agir errado na polícia, por exemplo, para conseguir capturar um criminoso. É claro que tomando determinadas atitudes absurdamente arbitrárias pode ser mais fácil ou mais cômodo, mas estas não são o único meio de solução. Duas cenas exemplificativas disso são quando o Capitão está invadindo o morro, já no final, a procura do principal traficante do local, e começa a esculachar o pessoal e a torturar algumas pessoas à procura de pistas. Na primeira, como narrador, o próprio Capitão Nascimento reconhece que aquilo que está fazendo é errado, quando diz “aquilo que eu tava fazendo não era certo. Eu não podia esculachar os moradores pra encontrar um bandido... mas naquela altura, pra mim tava valendo tudo”. Na segunda, um pouco depois, um colega seu da BOPE chega e diz que aquilo não estava certo, que “ia dar merda”, que os moradores estavam vendo tudo, que era contra tortura e que dava pra pegar o bandido de outro meio, não precisava ser naquele momento, daquela forma, quando o Capitão Nascimento retruca dizendo “O cara matou o fulano. Eu subi pra buscar o cara. Eu vou quebrar o cara hoje” e “se quiser ir embora pode ir, fica quem quer”.

 

Tecnicamente o filme também é muito bom, com uma direção, assinada por José Padilha, precisa e crua, uma impecável edição de cenas, uma edição de som ótima (que o digam os tiroteios), uma adequada trilha sonora, e uma direção de arte acertada. Sobre as atuações, enorme destaque para Wagner Moura, por criar um personagem memorável, que ao contrário do que o Sr. Diogo Mainardi andou falando por aí, não tem somente uma expressão, mas sim diversas, e bem feitas, que vão surgindo cada qual no momento apropriado. Também temos os dois atores que fazem os aspirantes, Caio Junqueira e André Ramiro, que estão muito bem também. Caio consegue fazer seu personagem, em momento oportuno, após uma praticamente “lavagem cerebral de duas semanas”, se transformar num puta “psico” (chega a dar medo do olhar pra ele em determinados momentos). André Ramiro também tem um personagem que muda bastante, aliás, entendo que seu personagem é o que tem a maior nuance no transcorrer da película.

 

O que também não deve ser esquecido é que o filme traz à tona um problema social seríssimo, que há muito já vemos na televisão, mas que de tão rotineiro que é, já virou algo “normal”. Não é de hoje que sabemos que o sistema brasileiro de segurança pública funciona mal. É bem verdade que há pequenos sinais de melhora, uma ponta de luz no fim do túnel, como por exemplo a melhoria de qualidade da polícia federal, através de uma melhor capacitação. Mas falta muita coisa pra melhorar no sistema. E um exemplo, corajosamente e intensivamente retratado neste filme, é o da polícia militar. Ser responsável pelo patrulhamento ostensivo, controle e repressão imediata de crimes, é tarefa árdua e das mais importantes. Pagar uma miséria para os policiais fazerem isso é atitude burra e das mais reprováveis. O pior de tudo é que a polícia fica mal treinada, mal estruturada, e os policiais, passando por dificuldades das mais adversas, acabam se corrompendo facilmente. É só lembrar o que disse o Capitão Fábio, “vou arriscar minha vida, me arriscar a tomar bala por causa de 500 conto?!”. Exageros a parte, é bem por aí mesmo que grande parte dos policiais militares pensa.

 

“Tropa de Elite” é um reflexo da época em que vivemos, e é uma realidade que nos é mostrada. Não é um filme que tende a se posicionar, no sentido de defender algo, em momento algum. Os acontecimentos do filme são acontecimentos do dia-a-dia. São reprováveis sim, mas o filme tão somente os mostra, não os defende. No dia que este filme for uma defesa de que a tortura é válida para se prender bandidos e que matar é uma decisão acertada, eu paro de escrever neste blog.

 

 

Nota: 9,0

Escrito por Bruno às 23h38
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EU NÃO GOSTEI, E DAÍ?

 

 

 

Vou fugir um pouco do meu costume neste blog. Normalmente posto somente sobre filmes específicos, mas li recentemente um texto tão interessante do blogueiro Felipe Nóbrega, que postá-lo-ei na íntegra aqui, pois penso exatamente como ele. Sempre me incomodou a pressão que existe em cima dos filmes clássicos que assistimos. Hoje em dia virou obrigação gostar de um clássico sob pena de ser “uma pessoa que não entende nada de cinema”. Por exemplo, eu não acho “Operação França” e “Um corpo que cai” filmes pra serem considerados obras primas da mais pura excelência. Eu não os acho ruins, mas simplesmente não os considero maravilhosos. E me incomoda evitar de falar deles, só pra evitar toda a pressão que cairá em cima de mim por eu não apontá-los como perfeitos, dado nota dez, etc. Vejam bem, eu respeito todos aqueles que veneram tais filmes, só quero ser igualmente respeitado por não amá-los, por achar que existem inúmeros filmes superiores a eles, enfim, por discordar da maioria.

 

Segue o belo e corajoso texto escrito por Felipe Nóbrega, do blog Café Pequeno. Faço das suas palavras, as minhas:

 

“Depois de ler um post do Gustavo do Império Cinéfilo em que ele comentava da não compreensão do filme “Os Brutos Também Amam” resolvi criar um texto para falar sobre clássicos – visto que este texto também é fruto de alguns comentários que recebi pela nota baixa de “Amor Sublime Amor” no Cafeteria de Setembro.

 

Bem, clássicos, o que é um clássico? O conceito é pra lá de escorregadio e acredito que este é um termo que serve muito mais para rotular filmes do que propriamente para atestar qualidade. É justamente por isso que escrevo.

A questão que se coloca é: Porque somos obrigados a gostar de clássicos? Parece bobagem, mas se ousarmos dizer que não gostamos nem um pouco de “Amor Sublime amor” ou então “Os Brutos Também Amam” logo somos mal vistos pela comunidade cinematográfica. É uma espécie de obrigação gostar desses filmes, pois do contrário somos tachados de “ih... esse aí não entende nada de cinema...”. Não interessa, tem que gostar, tem que ver neste clássico mil e uma qualidades que alguém a 50 anos atrás disse que ele tinha – esquecendo que somos frutos do nosso tempo, portanto de outra crítica, de outra forma de enxergar esse filme.

É isso que as pessoas as vezes esquecem, que as críticas podem ser alterados conforme a época, que o filme pode ganhar outro sentido com o tempo, logo outra crítica. Um exemplo concreto foi o caso de “Amor Sublime Amor” – puxa vida, a 40 anos atrás pode até ser, mas hoje em dia é impossível ficar duas horas e meia na frente de uma televisão vendo um monte de gente pulando e cantando no meio da rua como se isso fosse a coisa mais natural do mundo (e ainda por cima se esconder em um roteiro simplório que se reveste de Shekespeare para ganhar contornos “sérios”). É difícil aceitar algo tão ingênuo e dizer que “maravilha!”. Já se foi o tempo dele, ele envelheceu mal pra caramba, não se sustenta – é o mesmo caso de “Os Brutos Também Amam”, envelheceu muito mal. Mas é aquela coisa, eu preciso gostar, eu tenho que dizer que o filme é um CLÁSSICO nota 10, pois do contrário eu sou muito burro em termos de cinema.

É vergonhoso dizer que não gostou, e por isso já vamos ver o filme com aquela obrigação de venerá-lo como outros fizeram a 50 anos atrás (nessa outra concepção de só o que é velho é clássico) e ai de nós se não entendermos as mensagens subliminares que também já envelheceram e hoje não querem dizer nada.

Um caso muito engraçado é o do filme “O que Terá acontecido a Baby Jane” quando um crítico americano fez mil uma suposições do que o diretor tratou no filme, mil e uma pirotecnias de mensagens freudianas e coisa e tal. Quando Robert Aldrich, o diretor, leu a crítica ele perguntou: “Eu não fiz esse filme...”. Acho que isso ilustra bem os casos em que tornamos os filmes maiores do que eles realmente são puramente por obrigação da tradição.

Não, eu não gostei de "Amor Sulbime Amor" e tão pouco "Os Brutos Também Amam", também não consigo assistir sem cochilar o "Solaris", assim como tantos outros exemplos. É isso!"

 

*A parte do texto transcrito foi originalmente publicado por Felipe Nóbrega, em 19 de outubro de 2007, no seu blog Café Pequeno.


Escrito por Bruno às 17h39
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O VIDENTE

 

 

 

Um filme que é baseado em algum livro de Philip K. Dick deve ser interessante, certo? Foi pensando assim que fui assistir este filme. Olha, eu não li esse livro no qual “O vidente” foi baseado, mas sou capaz de apostar alto que o livro não é nada parecido com o filme, pois este último é raso, incoerente, mal trabalhado e esquecível, algo oposto do que costumam ser as obras do referido autor.

 

Vamos direto ao mérito do filme. Sua trama é rasa, força a barra em diversos momentos, não empolga, seus personagens são mal trabalhados, estereotipados e não cativam. O filme também é recheado de clichês, sendo que alguns incomodam bastante, como por exemplo os russos querendo detonar uma bomba nos Estados Unidos.

 

O que mais incomoda é que o roteiro do filme é extremamente mal trabalhado. Um filme de ação que quer cativar a platéia precisa trabalhar seu personagem principal, no mínimo satisfatoriamente, para quando algo acontecer com ele o espectador se importar. Não é o caso em questão, o filme não fala nada do passado do nosso herói, não fala nada do presente dele, não apresenta nada de interessante sobre ele, apenas mostra que ele tem o poder de prever os acontecimentos futuros. Agora, pra piorar, o filme ainda apresenta diversos furos. Como a personagem de Julianne Moore deduziu que o cara previa o futuro? E como ela é tão esperta e inteligente pra manjar tão facilmente que a previsão dele era só pelos próximos 2 minutos do futuro? E, pera lá, como ela mobilizou todo o FBI, e o fez apostar todas as fichas em um vidente pra combater uma ameaça terrorista iminente? E a ligação tosca e mal trabalhada que os vilões fazem entre o vidente e o FBI?

 

Por falar em vilões, deixem-me discorrer um pouco mais. Eles talvez sejam os vilões mais esquecíveis da história recente do cinema. Eles não são trabalhados, eles mal aparecem na película, não é explicado para o espectador em nenhum momento qual é a motivação deles, por que eles querem atentar contra os americanos, enfim, não há se quer uma razão lógica para eles existirem no filme, que não a de que era necessário a presença de vilões. Enfim, são vilões mal escritos, aparentemente mal estruturados como terroristas, e não causam aquela sensação de ameaça que um vilão deveria causar. E como se sabe, “um herói é tão bom quanto o seu antagonista é”. Aí já dá pra perceber o naipe do nosso herói, né?

 

Antes que eu me esqueça (atenção, spoiler), o final até tenta consertar o tanto de besteira que você assistiu, mas aí acaba o filme, você não vai pra lugar algum, descobre que foi ludibriado, e fica aquela pergunta no ar: “por que eu assisti tudo isso mesmo?”. Talvez apenas pela cena inicial no cassino, que é muito bem feita e até consegue empolgar por um momento.

 

Sobre as atuações, temos um Nicolas Cage que está longe da sua melhor atuação, mas não chega a ser tão ruim quanto o filme em que atua. Jéssica Biel, com toda a sua beleza, faz o par romântico do nosso protagonista, mas não merece muito destaque pela atuação, porém também não compromete. Já Julianne Moore, sempre competente, se sai um pouco melhor, mas quando o filme acaba você fica curioso em saber se teria outra razão, se não a monetária, para ela estar em um filme desses, ainda mais levando em conta o quão canastrona é a sua personagem. O resto do elenco não merece destaque algum, por simplesmente mal aparecer e mal ser trabalhado (como por exemplo, o velho que aparece no começo do filme e parece ter alguma intimidade com o personagem de Cage).

 

Enfim, “O vidente” é um filme ruim, com uma trama cheia de furos, mal feita, mal trabalhada, mal explicada, e que não empolga como deveria. Desnecessário dizer que não recomendo a ninguém. O máximo que posso dizer é que espero não ver mais estragarem uma obra do Philip K Dick, e que não mais façam um filme com vilões tão sem graça e sem propósito. Esse aqui já conseguiu tudo isso.

 

 

Nota: 4,0

Escrito por Bruno às 17h12
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FELIZ ANIVERSÁRIO

 

 

 

 

 

“Feliz aniversário, envelheço na cidade. Feliz aniversário, envelheço na cidade.” E lá se vai um ano desde que eu comecei a escrever neste espaço. Engraçado como tudo começou. Sempre fui apaixonado pela sétima arte, mas só comecei a assistir filmes em grande quantidade quando me mudei para Teresina, Piauí. Nessa época, em 2000, eu estudava numa escola que tinha uma locadora em seu interior, e comecei a pegar filmes lá regularmente. E os filmes não saciavam minha sede, pelo contrário, quanto mais assistia, mais queria ver outros (na época, principalmente os de suspense). Até que um belo dia, pouco antes de me mudar pra Manaus (pra quem não me conhece, sou nômade, vivo mudando de cidade), praticamente esgotei a prateleira dos filmes de suspense da locadora, quando então passei a assistir filmes de todos os gêneros. Enfim, com o passar dos anos comecei a fazer listinhas de filmes que eu deveria assistir. Numa dessas, uma vez escrevi no Google algo como “lista de melhores filmes” ou coisa do gênero e lembro que dentre os resultados que apareceram, tinha um de um blog chamado “Baú de Filmes” (o post resultado da pesquisa na época foi esse aqui) e outro de um chamado “Movies and more” (o post desse blog resultado da pesquisa foi esse aqui). Foi aí que descobri que existiam blogs voltados só para o cinema, e achei muito interessante a idéia. Então, após algum tempinho conhecendo o mundo bloguístico do cinema, selecionando os meus preferidos, os que mais eu me identificava, e após um bom tempo namorando a idéia de ter um blog próprio, acabei criando este aqui. Dos blogs que eu visitava e lia textos, eu gostava do jeito simples, bacana e organizado do "Baú de Filmes", e acabei me inspirando nele na hora de definir como seria o “jeito” deste blog (posts sobre os filmes com o título primeiro, depois um cartaz, depois o texto, depois nota de zero a dez). Logo quando o criei, o blog ainda estava visualmente feio (não que hoje seja grandes coisas), mas fui fuçando na internet e aprendi algumas coisas sobre html e até que consegui deixar o blog como queria. Bom, enfim, sei que estou falando demais, mas é que deu vontade de compartilhar a gênese deste espaço virtual, o qual já significa tanto pra mim. Ele nasceu com o intuito de simplesmente expressar as minhas idéias, o que eu achava dos filmes, mas tudo de modo despretensioso. Peço desculpas se em algum momento fui o oposto disso, escrevendo de modo pretensioso ou arrogante. Nunca foi minha intenção. Também quero aproveitar o espaço pra agradecer a todos que acompanham este blog, desde aqueles que só lêem os textos, até aqueles que participam de alguma forma, seja através de comentários deixados no blog, ou através de conversas fora deste. Agradecimentos especiais a: Pedro, Paulo Jr., Wallace, Pips, Felipe Nóbrega, Ronald, Vinícius Lemos, Rafaela, Roberto Queiroz, Camila, Vick, André Renato, Lua Obscura, Jamile, Alex Golçalves, Jaqueline, Tânia, Rgumiero, Leo, Igor, Oberdan Jr. (Ladrão!), Juliana (prima) e Paty (minha irmã). Tentei colocar todos os nomes que em algum momento chegaram a participar ou contribuir com este blog de alguma forma. Então é isso, ficam os devidos agradecimentos, e que venham mais e mais anos de muitos textos por aqui. Vida longa ao Cine No Pretensions!


Escrito por Bruno às 14h01
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