Cine No Pretensions


OSCAR 2008

 

                

                            

 

Bom, o Oscar é hoje e começa daqui a poucas horas. Queria ter escrito esse texto antes, mas infelizmente não consegui. Tentarei falar pelo menos um pouquinho dos principais filmes, e apontar os favoritos e os meus preferidos, os quais nem sempre coincidem com os que acho favoritos, gosto sempre de frisar isso.

 

Sobre os cinco que concorrem na categoria de melhor filme, temos Onde os fracos não têm vez, Sangue Negro, Desejo e Reparação, Juno e Conduta de Risco. Onde os fracos não têm vez é um ótimo filme, muito bem escrito, conduzido e interpretado. Parece ser a bola da vez, e pode até ser o papa tudo do Oscar. Sangue Negro é outro grande trabalho, com a direção assinada por Paul Thomas Anderson. É o grande concorrente de Onde os fracos não têm vez, e é um daqueles filmes que quanto mais nos lembramos dele, mais parece que o filme é melhor. Desejo e Reparação é o filme que poderia até surpreender os citados favoritos, por ser uma bela obra, ter muito a cara de um filme que a Academia gosta de premiar, e ainda por ter sido fortalecido com a premiação do Globo de Ouro de melhor filme. É um filme bastante interessante, com boa carga dramática, com boas atuações, e tem um final até agradavelmente inesperado (ao menos pra mim foi). Me parece difícil ele conseguir desbancar os favoritos, mas eu não descartaria essa hipótese. Já Juno é um ótimo filme, muito inteligente, divertido, absolutamente encantador. Mas confesso que não tem cara de Oscar de forma alguma. Agora, que seria interessante vê-lo vencendo, isso seria. Por fim, temos Conduta de Risco como o quinto indicado. Filme interessante, bem feito e muito bem escrito (seu maior ponto forte). Eu diria que ele é o azarão, tem poucas chances, e se vencer será uma grande zebra.

 

Para não me estender muito (e dar tempo de escrever esse texto, hehe), vou direto para as minhas previsões, palpites e preferências: acredito que Onde os fracos não têm vez é a aposta mais acertada na categoria melhor filme, mas algo me diz que Sangue Negro irá levar a estatueta È uma aposta arriscada, mas como só quero escolher um, é o filme que aponto. Na categoria de diretor, vou ficar com Paul Thomas Anderson. Os irmãos Coen conduziram muito bem o filme deles, mas é em Sangue Negro que a mão de um diretor parece mais presente (e, me arrisco, eficiente). Mas também sou minoria, as grandes apostas apontam os irmãos Coen como vencedores. Na categoria de melhor ator, aposto minhas fichas em Daniel Day-Lewis, que está excelente em Sangue Negro. George Clooney e Johnny Depp o seguem de perto, e eu adoraria ver Johnny Depp vencendo, mas não sei se a Academia seria capaz de tirar o prêmio de Day-Lewis. Na categoria de melhor atriz, mais pelo forte buzz eu aposto na atriz Julie Christie, do filme Longe Dela. Infelizmente não pude conferir o filme. Ainda temos na parada Marion Cotillard, em Piaf - um hino ao amor, Cate Blanchett, por sua atuação em Elizabeth - A Era de Ouro, que está ótima como sempre, e, minha preferida, Ellen Page, por Juno. No meu longínquo mundo perfeito, Ellen Page levaria a estatueta. Em ator coadjuvante eu aposto todas as minhas fichas em Javier Bardem, por sua atuação em Onde os Fracos não tem vez. Ele está perfeito em cena, tem a melhor atuação do filme, por isso não é somente o ator que acho favorito, como também é que mais gostei atuando, dos que pude conferir. Em atriz coadjuvante, pelo buzz todo que já foi feito, eu aposto na vitória de Amy Ryan, por Medo da verdade. Quem sabe Cate Blanchett não estraga a festa aqui também, por sua atuação em Não estou lá. Na categoria de roteiro original, acho que Juno leva, por ter verdadeiramente um excelente roteiro. Agora, se o que determinasse a premiação fosse somente originalidade, o roteiro de Lars and the real girl ganharia fácil. Em roteiro adaptado, poderia parecer lógico apostar em Sangue Negro, já que o estou apontando como favorito nas outras categorias importantes. Mas minha aposta é para Onde os fracos não têm vez, que está igualmente tão bem escrito, e pelo menos essa premiação eles levariam (pode até ocorrer o contrário também, Onde os fracos não têm vez levando todas as outras, e Sangue Negro levando aqui). Por fim, aposto minhas em Ratatouille na categoria melhor filme de animação, fico com The Counterfeiters em melhor filme estrangeiro, e termino os palpites apostando em No end in sight na categoria de melhor documentário, mas seria lindo ver Michael Moore levantando a estatueta por SOS Saúde, o que acho pouco provável. É isso, esse ano minhas apostas foram mais arriscadas, talvez me arrependa por achar que Onde os fracos não têm vez não levará as principais categorias, mas algo me diz que Sangue Negro vai estragar a festa dos irmãos Coen. É esperar pra conferir.


Escrito por Bruno às 19h07
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4 FILMES, 1 POST

 

 

Bom, como estou gastando meu escasso tempo livre assistindo o máximo possível de filmes indicados ao Oscar, não está me sobrando muito tempo para escrever sobre os mesmos. Mas... para deixá-los a par de alguns dos filmes que assisti, resolvi escrever brevemente sobre quatro indicados que me chamaram a atenção.

 

Onde os fracos não têm vez: Filme dos irmãos Coen, diferente de tudo o que eles já fizeram na carreira. Ou igual. Afinal, todo o filme deles é um filme não-convencional. Aqui, o interessante é que o filme foca três personagens quase antagônicos. Enquanto o personagem de Tommy Lee Jones é aquele xerife cansado, que tenta de uma forma quase cadenciada impedir a série de crimes que está acontecendo, o personagem de Josh Brolin é aquele típico americano, com virtudes e defeitos, que se bate, quase sem querer, com uma oportunidade de melhorar sua vida. Já o personagem de Javier Bardem é um assassino ímpar, por ser capaz de matar um ser humano como se mata uma formiga, e ainda assim ter valores convincentes. Uma espécie de código de conduta. Todos os três atores estão ótimos, mas é Javier Bardem quem está perfeito em cena. Seus diálogos, seu rosto sem expressão de sentimentos, tudo o que ele faz cai como uma luva ao personagem. Enfim, o filme é seco, vai direto ao ponto sem ser apressado, é anticlímax por essência, e ainda assim consegue ter beleza. Tudo graças a um roteiro muito bem escrito, ao belo elenco que fortalece a obra, e a direção talentosa dos irmãos Coen. Nota: 8,0.

 

Elizabeth - A era de ouro: Filme interessante, que mostra uma época intrigante da história. Mas o melhor de tudo não é a trama do filme ou como se reconstroi a história, mas sim ver Cate Blanchett em ação. Suas atuações sempre trazem algo a mais para suas personagens, e mesmo quando achamos que ela está perfeita em uma cena, ela se supera logo na cena seguinte. Ainda temos um Clive Owen que não está no seu ápice, mas quando contracena com Cate Blanchett mostra porque é um ótimo ator. Quanto à história, à trama e aos momentos de ação e guerra, tudo é legal, mas nada de espetacular. É um bom filme, que possui uma atriz que cresce obra por obra no conceito de todos. O que já é mais que suficiente para dar uma conferida. Nota: 7,0.

 

Juno: Mais um exemplo de filme simples, sem grande orçamento, que quando bem escrito supera inúmeros blockbusters. Filme que começa simples até demais, mas que vai se revelando, ao seu modo, maduro e divertido. Mais bacana ainda é o filme conseguir fugir do clichê e dos personagens estereotipados. Ellen Page, que já havia esbanjado talento de sobra em “Meninamá.com”, faz de sua Juno uma personagem muito cativante. A garota de 16 anos, que aparentemente é sensurada por ser diferente das demais pessoas comuns, é uma mistura de inocência com maturidade, e isso fica bem claro na maneira como ela lida com sua gravidez. Bom humor, diálogos divertidos, e uma história inteligente fazem de “Juno” uma obra encantadora. Ainda contando com uma trilha sonora excelente, e com um desfecho muito agradável, é quase impossível não se encantar com o filme. Nota: 8,0.

 

$O$ Saúde: Talento para fazer documentários, Michael Moore já provou que tem de sobra. Aqui, ele vem nos mostrar o colapso do sistema de saúde dos EUA, onde somente quem tem dinheiro (muito dinheiro!) pode dormir sossegado ao refletir que um dia poderá estar em alguma emergência. Os planos de saúde não se interessam nem um pouco pela saúde dos seus clientes, o que importa é a maximização do lucro. Então qualquer cirurgia que for possível recusar, por qualquer brecha que houver, será negada. Moore, como sempre, convence muito bem como cineasta, e tem talento de sobra para usar seu sarcasmo típico para nos convencer da sua idéia. E as comparações com o sistema de saúde do Canadá, da França e da Inglaterra até chocam, tamanha a diferença na qualidade de atendimento. No final, cineasta ainda mostra o sistema de saúde de Cuba, um dos melhores, se não o melhor, de toda a América. Talvez aqui resida o seu ponto fraco. Na intenção de provocar mostrando que um "pobre país socialista" como Cuba, trata melhor os pacientes do que nos EUA, o centro da democracia, Moore muda o tom que vinha utilizando até então, e apesar de vermos as pessoas recebendo um tratamento adequado, as cenas ficam um tanto enfadonhas. Mas o filme vale muito a pena, principalmente porque além de ser bom cinema, de divertir, de denunciar, ainda causa uma baita reflexão. Nota: 8,0.

Escrito por Bruno às 15h16
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SWEENEY TODD: O BARBEIRO DEMONÍACO DA RUA FLEET

 

 

 

Tá bom, o Tim Burton venceu. Eu não gosto de filmes musicais. Alguém certa vez disse que aquele que não tem sensibilidade para apreciar filmes musicais não pode se dizer amante do cinema. Bom, não concordo com isso, já que não gosto do gênero e amo sim o cinema. E somente um diretor talentoso, com um estilo tão peculiar, como o Tim Burton para me fazer gostar de um filme musical.

 

Vamos por partes. Não costumo gostar de filmes musicais porque, via de regra, a sensação que tenho é de que um musical de 2 horas poderia ser gravado em no máximo 1 hora e 20 miuntos com o mesmo conteúdo, mas sem as músicas para transmiti-lo. Até mesmo filmes inteligentes e com bons roteiros, como “Chicago” por exemplo, ainda que usem a cantoria somente para passar informações para o espectador sendo coerente com o desenvolver da trama, fico sempre com a sensação de que estou sendo enrolado em nome da beleza poética musical da obra.

 

Engraçado é que “Sweeney Todd” é um filme em que sua imensa maioria é toda cantada, o que seria motivo de sobra para me sentir incomodado a película toda. Porém, todas as cantorias caíram muito bem no jeito de filmagem do Burton, e o que poderia ser um grande problema para mim (as cantorias), na verdade passa a ser um aliado que fortalece a obra, ou no mínimo não a enfraquece. Não posso deixar de comentar que eu preferiria sim que o filme, com toda a bela história que possui, com seus belos personagens e sua bela aparência, fosse um filme falado ao invés de cantado. Mas isso é porque tenho birra com musicais, como já deixei claro antes.

 

Algo que me agradou demais foram as atuações. Johnny Depp é um dos meus atores preferidos do que chamo de “geração intermediária” (exclui-se os novatos e os da velha guarda). São vários os papéis que ele já fez que comprovam sua grande capacidade interpretativa, mas é geralmente em personagens diferentes, nada convencionais, como os do Tim Burton, que ele se destaca. Aqui ele realmente está magnífico. Os demais atores também agradam, com merecido destaque para Helena Bonham, que tem um personagem difícil em mãos, por sua complexidade que se explica mais para o final (sua personagem até remeteu minhas lembranças ao filme “Paixão à flor da pele”). E a cena que muitos comentam, dos seus sonhos para o futuro, é de uma fantástica beleza, inteligentemente contrastante, visualmente falando, com o restante do filme. Uma cena verdadeiramente genial.

 

Aliás, como não podia deixar de ser, tendo em vista ser um filme do Tim Burton, o filme do ponto de vista visual é formidável. O clima obscuro, quase gótico, com cores predominantemente frias, é perfeito para a atmosfera da trama. Até a maquiagem excessivamente branca do personagem de Johnny Depp, que no começo pode até parecer exagerada, acaba se revelando muito adequada.

 

 

Bom, mas que ninguém se sinta desavisado. O filme é um musical do Tim Burton sobre a vingança de um barbeiro que foi injustamente preso e afastado de sua mulher e filha. Possui todas aquelas características marcantes do diretor. Para quem não gosta do estilo dos filmes dele, pode acabar saindo frustrado do cinema. Para quem é fã do referido cineasta, o filme pode ser um belo deleite. Mas o melhor de tudo é para aqueles que não gostam de filmes musicais: “Sweeney Todd” oferece a chance de uma redenção ao gênero. Uma oportunidade única.

 

 

Nota: 8,0

Escrito por Bruno às 18h46
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CLOVERFIELD - MONSTRO

 

 

 

Em época próxima à premiação do Oscar, costumo concentrar toda a minha atenção em filmes indicados, para ver o máximo possível antes da premiação e, assim, ter uma opinião justa e bem fundada sobre o mérito dos possíveis vencedores. Ocorre que “Cloverfield”, um filme que não recebeu nenhuma indicação da academia, chamou tanto a minha atenção logo quando começaram a vazar uns trailers pela internet, e depois com o seu trailer oficial nos cinemas, que não tinha como eu não conferi-lo logo em sua estréia.

 

Por ser filmado o tempo todo pela câmera de um dos personagens, o filme vem sendo muito comparado com “A Bruxa de Blair”. E a comparação até tem um certo sentido. Como no filme da bruxa, aqui o que nos mantém conectados à película é a sensação de tensão constante. Todavia “Cloverfield”, ainda que possua cenas angustiantes em relação a seus personagens se relacionando com monstros, tem mais um perfil de ação tensa, enquanto o da bruxa é mais uma sensação de pavor tenso.

 

Mas vamos aos pontos positivo desta obra produzida por J.J. Abrams (criador da série Lost): primeiro, o filme trabalha bem, na proporção da sua proposta, seus personagens; segundo, o filme não explica a origem do monstro; terceiro, visualmente o filme é excelente; quarto, o filme tem um final condizente com sua proposta.

 

Ao contrário do que muitos podem dizer, o filme trabalha bem sim seus personagens, ainda que seu foco principal obviamente seja nos deixar tensos com o destino dos protagonistas. Por exemplo: o rapaz que conduz a câmera se revela, ao longo do filme, como uma pessoa carente de atenção, talvez até de afeto. Basta prestarmos atenção em sua interação com os outros personagens, e nos seus comentários ao longo de toda película, que isso fica claro. Outro caso, quando um personagem perde um ente querido e aparenta não ter reação alguma de tristeza ou choque, a sensação que temos é de que o roteirista perdeu a oportunidade de trabalhar a dor da perda naquele personagem. Basta esperarmos alguns minutos e vermos uma conversa no telefone com sua mãe, que vemos o quão humano aquele personagem é, e que ele está sofrendo sim com o que aconteceu. Mas é claro, temos que levar em conta qual é o foco do filme. Não podemos querer que haja um trabalho em cima dos protagonistas deste filme como o que há em filmes feitos voltados para o belo desenvolvimento de seus personagens.

 

O segundo ponto positivo é o de que em nenhum momento se explica a origem do monstro, o que é mais do que positivo, pois evita dar explicações constrangedoras sobre como o impossível e inexplicável tomou vida (como em “O hospedeiro”, filme excelente, mas que chega a ser constrangedor o motivo da origem dos monstros). Gosto de filmes que não se preocupam em dizer como um monstro surgiu, ou como os zumbis surgiram. Ora, não existem monstros! Não existem zumbis! Logo, por que existem tantas pessoas procurando uma explicação lógica para o ilógico e o impossível?!

 

Outro ponto positivo é a qualidade visual da película. O monstro e seus derivados demoram para aparecer com clareza, mas quando aparecem percebemos que a produção caprichou. As cenas envolvendo tiros de guerra, tiros de canhão, caças voando a uma velocidade cavalar, tudo é de um enorme realismo. Sem contar a ótima cena que circulou pela internet como verdadeiro chamariz para o filme, mostrando a cabeça da estátua da liberdade rolando em plena rua, com algumas marcas de mordidas.

 

Sobre o final, não pretendo comentar muito para não estragar a diversão de ninguém, mas só antecipo que gostei. Ah, e pra não ficar só nos elogios, um ponto fraco há de se comentar: o elenco do filme deixa um pouco a desejar. Alguns dos personagens realmente não empolgam, e a única coisa que deles nos parece real são os gritos e a respiração ofegante após fugirem de um ataque.

 

Fato é, “Cloverfield” me parece que será um daqueles filmes que dividem radicalmente a opinião geral do povo. Na minha sessão do cinema, teve mais de dez pessoas que saíram antes do filme acabar. Já outras saíram da sessão falando que o filme era “muito massa”. Por tudo o que escrevi sobre o filme, parece óbvio minha posição. Agora só me resta esperar pra ver se farei parte da maioria ou da minoria.

 

 

Nota: 7,5

Escrito por Bruno às 19h16
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