Cine No Pretensions


HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE

 

 

 

Devo confessar que não sou nenhum fã fervoroso da série Harry Potter. Assisti todos os filmes sempre de maneira despretensiosa, sem me lembrar muito dos detalhes das películas anteriores, nada. E de uma certa maneira os longas que surgiam nunca me despertavam tanto interesse pelo seguinte. Eis que surge “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”.

 

Se a estréia de David Yates na direção de “Harry Potter e a Ordem de Fênix” chamou a atenção, é no novo longa que seu sucesso se consolida. No filme anterior, realmente houve um amadurecimento dos personagens, do clima que envolvia a trama de um modo geral, com um tom mais sério, mas faltou cativar mais o espectador, criar uma simpatia e uma conexão com o que ocorria. Agora não, tudo ficou mais cativante e empolgante.

 

Pra começar, o enredo está melhor, transportando rapidamente o espectador para sua trama. O clima criado por Yates, principalmente nas cenas noturnas, e sobretudo nas cenas mais tensas, não nos deixa desgrudar os olhos da telona. As explicações, o desenvolvimento da trama, as relações entre os personagens, tudo se encaixa numa sincronia formidável. O resultado são duas horas e trinta minutos que passam voando, o que, vale frisar, não é pouco, principalmente se levarmos em conta que esta é uma obra que se dedica bastante ao cotidiano dos personagens e às relações entre eles.

 

E, como característico da franquia, a qualidade técnica da película continua irretocável. Novamente temos cenários maravilhosos, riquíssimos em detalhes, o figurino está muito bem cuidado, temos efeitos especiais espetaculares, enfim, todos estes detalhes estão perfeitos. Ainda temos uma trilha sonora precisa, que se encaixa com leveza.

 

Mas como eu dizia no início, realmente não tenho toda essa intimidade com a série. Pra ser sincero, eu sempre ia assistir sem lembrar alguns detalhes (uns até importantes) das séries anteriores, e isso não me importava, pois nunca me sentia muito cativado. Pela primeira vez me senti completamente encantado com a história, realmente como se eu tivesse sido transportado para aquele universo. Pela primeira vez tive vontade de rever todos os anteriores, e fiquei ansioso pelo que vem pela frente. Aliás, novidade: é a primeira vez que um filme da franquia termina incompleto, necessitando de um complemento para seu desfecho.

 

E é assim, sendo incompleto, mas perfeitamente acabado, que “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” surge para elevar a um patamar maior a qualidade da franquia. Não tem como o espectador não ficar ansioso pela continuação. Desta forma, não é nenhum pecado dizer não só que “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” é o melhor longa feito pela franquia, como também é um dos melhores filmes do ano. Difícil resistir ao seu encanto.


Nota: 8,5


Escrito por Bruno às 15h42
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TRANSFORMERS: A VINGANÇA DOS DERROTADOS



Transformers: A Vingança dos Derrotados” é um filme com a cara do seu diretor, Michael Bay: muita ação, muita empolgação, muita pirotecnia, pouco aprofundamento na trama e nos personagens, alguns clichês e montagem ágil, que até garantem, no final das contas, uma diversão boa, mas, como sempre, efêmera.

Se no primeiro Transformers muito se criticou o excesso de lutas entre os robôs, que do meio para o final o longa se perdia em meio a inúmeras cenas de ação, a mesma crítica serve para a sua continuação. Mas o problema agora é maior, pois o efeito da novidade já não causa tanto impacto, e, pra piorar, dessa vez o roteiro é bem menos amarrado.

Aliás, apesar de o filme conseguir divertir na maior parte do tempo, o seu roteiro por vezes incomoda. Algumas cenas são desnecessárias, alguns personagens simplesmente são descartados no meio do longa e algumas cenas são completamente constrangedoras, como a dos pais de Sam Witwicky, encontrando seu filho no deserto (a cena pseudo-emotiva que se segue é completamente clichê e descartável). No quesito humor, este novo Transformers já não possui o mesmo charme. Pelo menos, em contrapartida, novamente explorou-se bem o personagem de John Turturro, que desde sua primeira aparição rouba a cena. De fato, as cenas mais engraçadas e divertidas são as que envolvem o seu Agente Simmons. Todavia, pra compensar as falhas, ainda temos grandes batalhas e cenas de ação que conseguem empolgar, apesar de parecerem um pouco cansativas ao término da película.

Quanto às atuações, Shia LaBeouf mostra que é mesmo um jovem de talento. Seu carisma mais uma vez garante o sucesso de seu personagem. Megan Fox, por sua vez, tem vários atributos que agradam os marmanjões (inclusive esse que vos escreve), mas é inegável que como atriz ela ainda precisa de muita evolução. Não consigo entender porque ela faz tanto “biquinho” em cena (será uma tentativa de sempre parecer ainda mais sexy?). John Turturro, como dito antes, rouba a cena quando aparece. Seu timming está perfeito, o que só confirma o grande ator que ele é. Os demais atores pouco merecem destaque, mas ninguém compromete, mesmo que em algumas horas se possa ficar irritado com o personagem do desconhecido Ramon Rodriguez, porém mais por culpa do papel do personagem do que da atuação do referido ator.

No final das contas, mesmo que canse um pouquinho, o longa consegue divertir. Trata-se de um filme bem raso, com muita embalagem e pouco conteúdo, mas que tem lá seus momentos, mesmo sendo esquecível. Contudo, como o que manda em Hollywood é o dinheiro, basta contar os sucessos de bilheteria que “Transformers: A Vingança dos Derrotados” conquistou. Somente na primeira semana em cartaz, no mundo todo, o longa arrecadou mais de 152 milhões de dólares, o que já foi o suficiente para pagar os custos da produção, orçados em míseros 150 milhões de verdinhas americanas. Não é de se estranhar que a Dreamworks já tenha encomendado o terceiro.


Nota: 6,0


Escrito por Bruno às 15h52
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