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ARRASTE-ME PARA O INFERNO


 

 

Bom, após mais uma longa ausência, cá estamos outra vez. E nada melhor do que voltar escrevendo sobre um dos gêneros preferidos deste que vos escreve. “Arraste-me para o Inferno” é um autêntico Terror B, um daqueles filmes cuidadosamente trash, misturando boas doses de tensão, com muito humor e situações esdrúxulas.

 

Sam Raimi, diretor deste filme, é um cineasta que começou sua carreira se dedicando a obras voltadas ao terror, explorando cenas engraçadas e criando uma ou outra cena estilosa em seus filmes. Após assumir a franquia Homem-Aranha, contudo, nunca mais havia se dedicado ao gênero que lhe consagrou. Voltando novamente às origens, Sam Raimi conseguiu um bom resultado, que só deu saudade aos nostálgicos fãs da trilogia Evil Dead (“Uma Noite Alucinante”).

 

Um detalhe importante sobre o longa, é que definitivamente ele não foi feito para o público médio. É impressionante como têm pessoas que estão desrespeitando as sessões que estão passando “Arrasta-me Para o Inferno”. Não é incomum ouvir, ao sair do cinema, que o filme é uma piada, que deveria ser classificado como comédia ao invés de terror, dentre outras coisas. O que, na verdade, Raimi fez foi utilizar de vários clichês do terror, buscando explorar cenas escatológicas, com sustos intensos e um humor refinado. Não é uma obra de comédia, mas sim um filme tenso que também consegue causar risadas, o que é diferente.

 

O elenco, a seu turno, é um dos triunfos de Raimi. De fato, praticamente todos estão bem, incluindo os coadjuvantes de poucas aparições. Mas o destaque mesmo fica por conta de Lorna Rarver, a velha cigana, que é perfeita em seu papel, desde sua primeira aparição inofensiva, até suas investidas furiosas contra a protagonista. Alison Lohman, por sua vez, consegue carregar bem a missão de ser a principal personagem e tem o ápice da sua atuação na cena que se passa na cova, aliás a cena mais estilosa do longa. Todavia, temos também um Justin Long bastante subaproveitado, configurando um dos pontos fracos do longa, o que é uma pena.

 

O grande equilíbrio que “Arraste-me Para o Inferno” alcança, ao mesclar cenas verdadeiramente assustadoras com outras mais bem humoradas e escatológicas, é suficiente para matar a saudade dos admiradores do gênero. Mais que isso, para os fãs de Sam Raimi e sua trilogia Evil Dead, foi uma gota de nostalgia tocando nos lábios. A boa notícia é que Raimi se empolgou com sua volta ao gênero e, pelo que foi divulgado, teremos em breve um remake dirigido por ele mesmo de “Uma Noite Alucinante”, sua obra máxima. Seria lindo se o Bruce Campbell fizesse uma participação especial. Vamos ficar na torcida.


Nota: 7,5


Escrito por Bruno às 10h41
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